GreenPeace

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

TUBARÃO TIGRE


Tubarão-tigre: características e alimentação



Graças ao seu corpo azul e listras brancas, este peixe desfruta de uma capacidade de camuflagem que o ajuda a caçar.
O tubarão-tigre tem um nome ameaçador, mas embora certamente seja carnívoro e caçador, ele não é tão terrível quanto parece: seu nome se deve às listras características que ele exibe nas costas.


Características do tubarão-tigre




O tubarão-tigre é uma das maiores espécies de tubarões: apesar de geralmente ter, em média, três metros de comprimento, já foram vistos espécimes próximos dos cinco metros. Geralmente pesam em torno de 600 quilos, embora o maior tubarão-tigre já encontrado tenha excedido uma tonelada.
Ainda que pareça um animal enorme, essa é apenas uma primeira impressão: sua cabeça certamente é grande, mas o seu corpo vai se afinando em direção à barbatana dorsal. A cauda é fina e estreita em relação à cabeça.
O tubarão-tigre recebe esse nome por causa de suas cores: na parte superior do corpo há listras mais escuras, lembrando as dos felinos. No restante do corpo, eles são azulados ou acinzentados, enquanto a barriga e a parte inferior das barbatanas são brancas.
Isso lhe proporciona uma camuflagem quase perfeita: para caçar, ele usa o fator surpresa. Um corpo azul com listras permite que ele se camufle no fundo do mar e não seja percebido pelas suas presas.
O focinho do tubarão-tigre é característico: é largo, porém plano, o que lhe confere uma aparência quase retangular. As cavidades nasais ficam bem na frente, quase na parte superior do focinho. Assim como muitos outros tubarões, tem uma boca grande com várias fileiras de dentes, localizados quase em posição frontal.
Outra curiosidade desse animal é que, caso ele perca um dos seus dentes, outro sempre nasce para substituir o anterior.
Além da barbatana dorsal, também possui duas barbatanas laterais frontais. As barbatanas da cauda têm um formato de foice e a barbatana superior é muito mais desenvolvida. Além disso, possui quatro aletas traseiras: uma dorsal pequena e três aletas abdominais de tamanhos diferentes.

Alimentação




O tubarão-tigre é um animal carnívoro e é um caçador. Sua dieta é muito variada e ele se alimenta dos animais que puder encontrar: peixes, moluscos, lulas, tartarugas… até mesmo mamíferos marinhos, tais como focas ou golfinhos. Além disso, também pode chegar a caçar aves marinhas. É pouco exigente e, portanto, se alimenta de uma grande variedade de presas.
Apesar de seu tamanho e da força da sua boca, ele não possui uma estratégia elaborada de caça: tudo se limita ao fator surpresa. O tubarão-tigre ataca vindo de baixo, enquanto usa a sua habilidade de se camuflar no fundo do mar. Ele fica embaixo da sua presa, perseguindo-a, e só ataca quando tem a certeza de que vai pegá-la de surpresa e de que a presa não vai escapar.
O tubarão-tigre é um importante regulador da vida selvagem em certos recifes de coral e prados marinhos: com a sua alimentação, mas também com a sua presença ameaçadora, ele evita que muitos dos peixes e animais maiores permaneçam por muito tempo nesses lugares e degradem o ecossistema.

Ameaças ao tubarão-tigre



Na graduação dos perigos de extinção, o tubarão-tigre é considerado pouco ameaçado. Existem muitas outras espécies da sua família que estão em risco muito maior de desaparecer. No entanto, vários países proibiram a sua caça e medidas foram tomadas para evitar que a sua população diminua.

O tubarão-tigre não é uma ameaça para os seres humanos. Há apenas uma dúzia de ataques por ano no planeta todo, e a maioria deles não é mortal: foi descoberto que, quando ele ataca um ser humano, faz isso por engano. Quando o animal percebe que não é a presa que ele esperava, solta a pessoa e a deixa ferida.
Além disso, foi descoberto que, em cativeiro, ele tolera muito bem a presença de mergulhadores dentro de seus tanques. Assim, algumas vezes, mergulhadores de recifes de corais se depararam com tubarões-tigre que lhes permitiram nadar perto deles e até mesmo tirar fotos.
Portanto, apesar de seu nome ameaçador, o tubarão-tigre quase sempre é inofensivo para os seres humanos. Seu nome vem das listras que marcam as suas costas, não de uma personalidade ameaçadora. As pessoas não fazem parte da sua dieta e, se houver um ataque, quase sempre o mesmo será decorrente de um engano.
Marcelo Paolini IO Nª0282398

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Corrente oceânica

Corrente oceânica

Em oceanografia, chamam-se correntes oceânicas ou correntes marítimas ao fluxo das águas dos oceanos, ordenadas ou não, decorrentes da inércia da rotação do planeta Terra, dos ventos e da diferença de densidade. Suas movimentações não são bem definidas por haver continentes e ilhas ao longo da sua movimentação, portanto, correm com grande variabilidade. Influenciam na pesca, na vida marinha e no clima.
A costa sul do Brasil é, durante certa parte do ano, banhada por uma terceira corrente marinha a Corrente das Malvinas, proveniente da região do círculo polar antártico que traz águas frias da região mais austral do Atlântico Sul, onde chega a ter contato com a Corrente Circumpolar Antártica.
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Este tipo de corrente costuma adentrar sob as águas mais aquecidas de procedência tropical, enquanto que no Atlântico Norte, na região da península ibérica, as mesmas águas que entram e saem pelo Estreito de Gibraltar no Mar Mediterrâneo não respeitam esse princípio, devido no percurso, modificarem o grau de salinidade das águas mais aquecidas tornando-as mais pesadas.
As correntes marítimas se dividem em plantas oceanográficas confiáveis que se juntam ao utilizar o mesmo método de correntação fluvial, se dividem em correntes frias e correntes quentes:
    • Correntes frias: formam-se nas zonas polares e movimentam-se em direção à região equatorial.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Lei do Mar é aprovada

Lei do Mar é aprovada na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados 



                                                             Tamandaré/PE - julho 2012


O Projeto de Lei 6.969/2013, que institui a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar), foi aprovado nesta quarta-feira (9/8) pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados.
Conhecido como “Lei do Mar”, o PL estabelece os objetivos, princípios, diretrizes e instrumentos para o uso sustentável dos recursos marinhos aliado à conservação da biodiversidade.
Para o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), relator do PL, a aprovação na CMADS foi um primeiro e importante passo. “Em seguida, será feita a análise de constitucionalidade na Comissão de Constituição e Justiça, por onde a proposta deve passar sem maiores impedimentos a caminho do plenário da Câmara, na confirmação de sua importância e relevância para a proteção dos oceanos e da vida marinha”, destaca Molon.
Mais de 70 especialistas, representantes de diferentes setores – governo, academia, setor privado e sociedade civil – participaram da construção desse texto de lei, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2013. A autoria é do então deputado Sarney Filho (PV-MA), atual Ministro do Meio Ambiente.
Leandra Gonçalves, bióloga e especialista em Mar da Fundação SOS Mata Atlântica, explica que a construção coletiva do projeto de lei garantiu que o texto não se baseasse apenas em princípios de conservação ambiental, mas que trouxesse também ferramentas inovadoras de gestão inspiradas em modelos internacionais, como é o caso do Planejamento Espacial Marinho (PEM). “Com essa iniciativa, elevaremos o país ao mesmo patamar de outras nações desenvolvidas que olham para o mar em busca de um futuro sustentável, com desenvolvimento econômico e bem-estar social”.
Fonte: https://www.sosma.org.br/106518/lei-mar-e-aprovada-na-comissao-de-meio-ambiente-da-camara-dos-deputados/

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Tubarões: quando o homem é o maior predador.

Tubarões: quando o homem é o maior predador.



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Pensar em tubarões com carinho é uma tarefa difícil: eles povoam o imaginário com cenas sangrentas e ataques perversos. Vez por outra, aparecem em capas de jornais como protagonistas de tragédias em beiras de praia. Em Recife, neste ano, foram dois ataques. O segundo caso aconteceu dia 11 de junho, quando um garoto de 14 anos levou uma mordida à 20 metros da areia. Sobreviveu. Foi o 53º ataque desde 1992 no litoral pernambucano, com 19 mortos em todo o período. A boca do tubarão costuma funcionar como uma espécie de tato. Quase na totalidade dos acidentes, o tubarão erra na identificação da presa. Por esse motivo é que eles dão uma mordida no homem e ao perceber o engano se afastam. Mas por quê existem os ataques? 

Notícias deste tipo são anúncios velados de um problema que vai além da dor da perda de um ente querido. A explicação viria da inauguração do Porto de Suape em 1989, 50 km ao sul do Recife. A fêmea da espécie de tubarão cabeça-chata, que sempre viveu na região, entrava na água doce do mangue para parir seus filhotes, mais especificamente nos rios Merepe e o Ipojuca. Os contatos dos dois rios com o mar foram desfeitos, além da destruição de uma grande área de mangue. Assim as fêmeas da espécie cabeça-chata tiveram de procurar outros lugares para procriar. 

A região mais próxima para isso era o Rio Jaboatão, ao norte. Aumentando o contato dos tubarões com uma região mais populosa, o número de acidentes cresceu nas praias de Piedade, Boa Viagem e Pina, na Grande Recife. "Os tubarões também tiveram de aumentar seu local de caça, que passa muito próximo da praia de Boa Viagem e arredores, aumentando assim a interação do homem com o tubarão. “O problema do desequilíbrio ambiental foi criado pelo próprio homem, agora temos de aprender a conviver", explica o biólogo Marcelo Szpilman, diretor do Instituto Aqualung. 

Já para o biólogo e professor da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos (SP), Otto Bismarck, o Nordeste já era uma região de habitat dos tubarões antes da construção do porto. “Diferentemente de outros portos no País, o de Suape destruiu rebanhos de corais, queimou mangue e fechou bocas de rios que chegavam até o mar, ou seja, a destruição da cadeia alimentar foi muito grande propiciando o crescente número de ataques em busca do escasso alimento”, analisa ele. O professor também aponta que o sangue ou até mesmo a urina pode atraí-los pelo odor. “O tubarão possui uma bateria sensorial muito apurada localizada na cabeça. O simples balanço das pernas de um surfista sentado na prancha pode ser detectado por suas linhas laterais que captam vibrações como radares”, conclui. No Brasil, especificamente, são extensos os registros de aparições dos Carcharhinus leucas, popularmente conhecido como cabeça-chata, e de tubarão tigre. Eles normalmente atacam de baixo para cima com uma mordida muito forte tentando imobilizar a presa de início. 

Rumo à extinção 

Apesar da convivência nem sempre agradável, por causa de ações predatórias humanas, os tubarões fazem parte de uma espécie de peixe de extrema valia para o ecossistema marinho e merecem ser preservados como qualquer outro ser. No Brasil estão cerca de 88 espécies, das 400 encontradas pelo mundo. Uma benção da Mãe Natureza transformada em comércio devastatório. Populações inteiras estão sendo dizimadas pelos vários tipos de pesca. Algumas, como é o caso do cação-listrado, já declinaram em até 95%. O incremento na cobiça pelos tubarões no país em todas as partes do mundo ocorre por causa do aumento no preço da sua barbatana, puxado principalmente pela demanda asiática. Hoje, ela pode chegar a custar até R$ 100 o quilo no Brasil. É usada em uma sopa muito apreciada pelos chineses. 

Números oficiais das exportações brasileiras atestam que as barbatanas de tubarão secas, geraram ao Brasil, em 2007, US$ 2.312.544. Isso equivale a 131 toneladas. Cerca de 35 mil indivíduos da espécie Tubarão-Azul, já foram capturados pela modalidade de pesca conhecida como espinhel, nas águas do Sul do Brasil entre 1997 e 2005. Essa espécie é uma das favoritas dos pescadores, por ser fácil de apanhar e ter barbatanas enormes. No Atlântico Sul o volume dispara para 2 milhões de exemplares por ano. 

No mundo, 100 milhões de tubarões são caçados por ano – pela pesca predatória, por esporte ou pela prática bárbara conhecida como finning. Tubarões fisgados são trazidos aos barcos para terem suas barbatanas cortadas enquanto eles ainda estão vivos. Sem qualquer condição de se protegerem, eles são atirados novamente ao mar, onde impossibilitados de nadarem sem suas nadadeiras, afundam e morrem em uma agonizante morte. Com mais de 90% da população de grandes tubarões dizimada, os tubarões estão sendo exterminados mais rápido do que podem se reproduzir. Este fato ameaça a estabilidade dos ecossistemas marinhos em todo mundo. 

Não compre! 

O motivo para a pesca que provoca o extermínio destes peixes beira o banal: sopas de barbatana; dentes para a produção de bijouterias; mandíbulas para a confecção de souvenirs; pele para carteiras de bolso e cintos; cartilagem para produção de cápsulas para “curas milagrosas” e óleo de fígado para preparo de cosméticos. 

A Sea Shepherd luta para salvar os tubarões confiscando dezenas de milhares de barbatanas de tubarão obtidas ilegamente e levando à prisão os envolvidos; removendo milhares de quilômetros de redes de pesca ilegais e liberando animais presos nelas; em parceria com a Polícia do Ambiental do Equador, criando uma unidade especial de cães farejadores capazes de identificar barbatanas; desenvolvendo redes de inteligência para auxiliar na apreensão de barbatanas em áreas protegidas; campanhas educativas e presença permanente na Reserva Marinha de Galápagos para defendê-la de caçadores de tubarões. 

O recado da Sea Shepherd é que “não compre ou consuma produtos feitos a partir de tubarão”. Uma oposição ofensiva quanto à comercialização é uma mola propulsora à educação e divulgação da pesca predatória. É um modo eficiente de protesto. O documentário Sharkwater é uma excelente dica para saber melhor sobre o universo dos tubarões. 

Mude sua visão sobre os tubarões 

A Sea Shepherd tem se comprometido com a conservação da vida dos tubarões há um longo tempo e ,em 2007, levou este comprometimento à um nivel maior, co-fundando a aliança “Shark Angels”. O primeiro projeto é o desenvolvimento de um curta metragem mostrando os tubarões de uma forma que ajude a mudar a opinião equivocada que temos sobre esses animais. 

Estamos aqui para denunciar, conscientizar e agir. Filie-se a nós e dê a sua contribuição com o seu tempo, com seu talento, com a sua participação. 
www.seashepherd.org.br 


Este artigo foi escrito por Cláudia Palaci Jornalista voluntária da ONG Instituto Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar, e apareceu na revista www.revistaparafina.com.br de setembro.

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domingo, 11 de setembro de 2016





O tubarão-baleia é a maior das espécies de tubarões existentes no mundo e o maior peixe vivo conhecido. Pertencente a família Rhincodontidae, o tubarão-baleia possui cerca de 20 metros de comprimento e mais de 12.000 kg. São encontrados em oceanos quentes de clima tropical e se alimentam principalmente de plâncton, de onde sugam as suas presas antes de filtrá-las. Além de plâncton, o tubarão-baleia come regularmente cardumes de pequenos peixes e lulas.
Possuem como característica uma cabeça larga e achatada e a boca fica quase na ponta do focinho. Na parte interna da boca existe uma centena de fileiras de pequenos dentes em forma de gancho. Porém, com tantos dentes na boca, o tubarão-baleia geralmente não os utiliza para comer.
Ao contrário dos outros tubarões, que são predadores agressivos e violentos, os tubarões-baleia são dóceis criaturas. Locomovem-se com duas barbatanas dorsais e possuem uma cauda que tem a parte superior maior do que a inferior. A pele destes peixes pode ter até 10 cm de espessura e são encontradas várias manchas e listras de cor clara em seu dorso, que varia do azul-acinzentado ao marrom. Além destas, há milhares de pintas de cor creme espalhadas em seu corpo. O orifício respiratório destes animais, chamado de espiráculos, encontra-se justo atrás dos olhos. Quando nadam, atingem uma velocidade média de cerca de 5 quilômetros por hora, um resultado bem abaixo das outras espécies de tubarões.
Os tubarões-baleia são vivíparos, ou seja, são animais cujo embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe, em uma placenta que lhe fornece nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Muitos especialistas acreditavam que o gigantesco peixe fosse ovíparo. Porém, ao capturarem uma fêmea enorme e detectarem que esta, estava grávida de 300 filhotes de tubarão, descobriu-se, então, que o tubarão-baleia é vivíparo.
Estes tubarões atraem constantemente a visita de mergulhadores, que podem perfeitamente nadar ao redor deste gigantesco peixe sem problema algum. São vistos com frequência na costa ocidental da Austrália, Tailândia, no Mar Vermelho, na Reserva Marinha de Gladden Spit, em Belize e nas Ilhas Galápagos. Também são encontrados nas Filipinas, na baía de La Paz, Seychelles, em Porto Rico e outros lugares. Acredita-se que os tubarões-baleia aparecem regularmente nos mesmos locais e determinadas épocas do ano, para aproveitarem o florescimento regular de plâncton e certos acontecimentos, como a desova dos corais.
Os tubarões-baleia estão protegidos por lei em alguns países, porém são caçados constantemente em outros, principalmente em Taiwan e Filipinas. A abundância de carne que este peixe oferece, e a popularidade da sopa de barbatana de tubarão contribuem para uma pesca excessiva deste peixe. Infelizmente, mais de 100 tubarões são mortos anualmente somente em Taiwan, o que levanta sérias preocupações quanto ao futuro desta espécie. Por ser um peixe que cresce lentamente e que demora cerca de 30 anos para atingir a maturidade, corre o risco de ser capturado antes mesmo de se reproduzir.

Referências Bibliográficas:http://ciencia.hsw.uol.com.br/tubarao-baleia1.htm
http://www.discoverybrasil.com/tubaroes/detalhe/baleia/index.shtml

Marcelo Paolini

domingo, 10 de janeiro de 2016

Tubarões

Tubarões


Os tubarões são assassinos sanguinários.
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REALIDADE
Milhões estão sendo vergonhosamente
mortos, e você pode ajudar.
Finning é uma prática cruel e que está dizimando tubarões por todo mundo. Nela, o animal é capturado e suas barbatanas são cortadas. O tubarão é jogado de volta ao mar, sangrando e incapacitado de nadar, e tem uma morte agonizante.
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A Sea Shepherd na luta
para proteger os tubarões
A campanha em defesa dos tubarões no Brasil é uma extensão de seus esforços mundiais. Internacionalmente, a Sea tutu9Shepherd atua em parceria com a Polícia Ambiental do Equador e vem contribuindo para punir os envolvidos em pescas ilegais, mantendo presença permanente na Reserva Marinha de Galápagos, para defendê-la de pescadores de tubarões.
No Brasil, a Campanha em Defesa dos Tubarões inclui ações civis públicas contra empresas que comercializam ilegalmente as barbatanas, a busca pela moratória à pesca do tubarão (para que as agencias fiscalizadoras possam melhorar suas condições de trabalho, e os animais possam se reproduzir), além de uma campanha destinada a restaurantes e demais locais para que não vendam produtos derivados de tubarão. Os estabelecimentos que participarem poderão usar o selo da campanha.
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Como atua a Sea Shepherd
  • Confisca dezenas de milhares de barbatanas de tubarão obtidas ilegalmente e colabora com a punição dos envolvidos.
  • Remove milhares de quilômetros de redes de pesca ilegais e libera os animais presos a elas.
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  • Em parceria com a Polícia Ambiental do Equador, criou uma unidade especial de cães farejadores capazes de identificar barbatanas de tubarão.
  • Desenvolve redes de inteligência para auxiliar na apreensão de barbatanas de tubarão em áreas protegidas.
  • Educa o público via materiais impressos, apresentações e campanhas para o varejo.
O que você pode fazer
  • Contribua com doações a Sea Shepherd e adquira produtos para apoiar nossas campanhas de ação direta.tutu12
  • Não consuma carne nem produtos feitos a partir de tubarão.
  • Se oponha fortemente contra restaurantes e demais lojas que comercializem produtos feitos com tubarão!
  • Promova o selo “Defesa dos Tubarões” para os restaurantes e lojas que você conheça e eduque outras pessoas sobre a importância destes animais e os problemas atuais.
A brutal indústria de barbatanas de tubarões
Entenda como funciona o comércio das barbatanas, atividade que tem dizimado populações de tubarões em tudo o mundo; e como os golfinhos são usados para promover este massacre sem proporções
Não mais que doze pessoas por ano são mortas por tubarões pelo mundo. De fato, é mais perigoso jogar golfe do que nadar no oceano com tubarões. Mais jogadores de golfe são atingidos por raios e mortos todos os anos do que o número total de fatalidades envolvendo tubarões. Estatisticamente, é mais perigoso atravessar a rua do que nadar com tubarões.
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Entretanto, seres humanos matam mais de 100 milhões de tubarões todos os anos, e ainda os retratam como violentos e sanguinários assassinos dos mares.
Matam-se tubarões por seus dentes e maxilares. Sim, e também para confeccionar sapatos e cintos. Mata-se pelo óleo que é extraído de seus fígados, e pela cartilagem usada na falsa promessa de cura do câncer, além de fabricar cosméticos e remédios.
A humanidade mata tubarões pelo medo que eles provocam, por comida, por ‘esporte’ e, o maisperturbador de tudo isso, para uma caríssima sopa sem gosto feita de sua barbatana, com o único propósito de impressionar família e amigos, especialmente entre os novos-ricos da Ásia.
Para tanto, os tubarões vêm sendo mortos pela pesca de espinhel e redes, e pelo simples propósito de arrancar suas barbatanas, causando uma drástica redução de sua população por todo o mundo. Uma prática conhecida como finning.
Sopa de tubarão – para quê?
Vendidas ilegalmente na maioria das vezes, as barbatanas são usadas para o preparo de um sopa que não tem qualquer sabor ou valor nutricional. É um prato servido apenas por prestígio, por um preço que chega a 400 dólares o prato. A demanda por sopa de barbatana de tubarão se desenvolveu em 1985 e coincide com o rápido crescimento da economia chinesa. Em razão desta demanda, caçadores ilegais têm invadido parques marítimos nacionais, como a Ilha de Galápagos no Equador e as Ilhas de Coco, na Costa Rica e no Brasil.
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Apreensão de 3.3 toneladas de barbatanas de tubarão no Rio Grande do Sul em 2008. Apenas de cação-anjo (Squatina Guggenheim) espécie em extinção, mais de 12.000 animais foram mortos.
É preciso esquecer a histeria e a ficção criadas por Steven Spielberg em seu filme ‘Tubarão’ e voltar as atenções para o método bárbaro utilizado para a obtenção das barbatanas. Capturado em espinhéis ou redes, os tubarões têm suas suas barbatanas cortadas a frio e – não importando se ainda estão vivos ou não, são jogados ao mar novamente para sangrar até a morte, sem poder nadar.
Mais de 8.000 toneladas de barbatanas de tubarão são processadas todo ano. As barbatanas representam apenas 4% do peso do corpo de um tubarão. Faça as contas. Isso significa que 200.000 toneladas de tubarões são jogadas ao mar novamente e descartadas.
Por que devemos nos preocupar com os tubarões?
Eles são parte valiosa do ecossistema marinho. São predadores, integrantes da cadeia alimentar, e ao mesmo tempo desempenham o papel de ‘lixeiros’ do mar, contribuindo na eliminação de animais doentes e com defeitos genéticos, e estabilizando a população de peixes.
A atual redução de populações de tubarões já tem mostrado suas consequências. Por exemplo, reduzindo-se o número de tubarões aumentam-se as populações de polvos, que por sua vez terão que se alimentar de mais lagostas. Isso foi o que aconteceu na Tasmânia, gerando o colapso na pesca de lagostas.
Um ponto muitas vezes esquecido é que os tubarões se diferem de outros peixes no quesito reprodução. Ao invés de produzirem milhares de ovos, muitos deles levam até quinze anos para alcançarem a maturidade sexual, para só então produzir um único ovo por ano. Com uma taxa de reprodução tão frágil e lenta, suas populações podem nunca se recuperar dos danos que a caça tem lhe infligido.
Vinte espécies de tubarão já foram listadas como ameaçadas de extinção pela União International Para a Conservação da Natureza – IUCN.
Eles precisam de nossa proteção
A posição da Sea Shepherd é que os tubarões não devem ser mortos e devem ser protegidos por lei. Há tempos a entidade luta contra o uso dos espinhéis, e regularmente confisca redes de pesca ilegais nos oceanos.
Há vários anos a Sea Shepherd de Cingapura vêm educando o público sobre os efeitos da devastação que a cultura asiática de consumo de sopa de barbatana de tubarão está causando nas populações desse animal.
tutu17Proteger tubarões é um trabalho mais difícil do que proteger golfinhos e focas, por exemplo. Do ponto de vista de relações públicas, as focas são graciosas e os golfinhos têm aquele natural e amável sorriso. Tubarões, ao contrário, mostram seus dentes e, assim, se mostram ameaçadores.
De qualquer forma, amantes dos golfinhos precisam saber que os pescadores matam os golfinhos para usar sua carne como isca nos espinhéis para caçar tubarões – inclusive no Brasil, como no caso do massacre de 83 golfinhos no Amapá em 2007. (assista o vídeo).
O conservacionista deve reconhecer o valor da interdependência entre todas as espécies do oceano e ter consciência que os tubarões desempenham uma importante parte da diversidade do ecossistema marinho.
É preciso fazer oposição ao consumo de tubarão, desencorajar o uso de cosméticos que levam tubarão em sua fórmula e a compra de bijouterias feitas com partes de tubarão. E o maisimportante disso tudo é mudar a imagem que o público em geral possui, de que os tubarões são aquelas violentas criaturas sanguinárias, que merecem morrer para o bem da humanidade e dos outros animais.
O que é um Espinhel?
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Um espinhel normalmente é uma linha pesqueira feita de monofilamento. A linha geralmente chega a medir entre 1,6 a 100 quilômetros de comprimento. A linha é balizada por isopor ou flutuadores de plástico, e a cada 3 metros uma segunda linha se estende por mais 5 metros. Nesta linha secundária está enganchado um anzol iscado com lula, peixe – no Brasil se utiliza muito a sardinha, ou até carne de golfinho e foca.
Os anzóis com iscas podem ser vistos por albatrozes e, quando eles mergulham, ficam presos e se afogam. Outras formas de vida marinha vêem a isca debaixo d’água e também são fisgados quando tentam comer a amostra de carne. Os espinhéis ficam flutuando soltos no mar, longe das embarcações pesqueiras, por um período de 12 a 24 horas.
O que os espinhéis estão fazendo aos albatrozes?
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Símbolo dos marinheiros durante séculos, os albatrozes vagam por vastas expansões dos oceanos do mundo e chegam à costa somente para procriar, em ilhas oceânicas do Oceano Meridional. Infelizmente, para as várias espécies de albatrozes nesta parte distante do mundo, frotas de centenas de navios pesqueiros do Japão, Coréia, Taiwan e Indonésia pescam o atum-azul (Thunnus thynnus), tubarões e agulhão-vela (Istiophorus albicans).
Albatrozes e outras espécies de aves marinhas são arrastados para debaixo d’água e morrem fisgadas nesses ganchos mortais. Todos os anos mais de cem milhões de anzóis são lançados pela frota japonesa na busca pelo atum-azul no Oceano Meridional. Anualmente, dezenas de milhares de aves morrem por esta prática.
Um cálculo modesto mostra que os espinhéis japoneses matam 44.000 albatrozes por ano. O dado atual pode ser o dobro, de acordo com investigadores, pois os dados de frotas de outras nações pescadoras não está disponível. Por causa do grande número de aves afetado, a pesca comercial foi identificada como a ameaça mais séria à sobrevivência da maioria das espécies de albatrozes.
O que os espinhéis estão fazendo às tartarugas marinhas?
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Muitas espécies de tartarugas marinhas caem vitimas dos anzóis mortais dos espinhéis. Cerca de 20.000 tartarugas cabeçudas (Caretta caretta) são mortas todos os anos pela frota pesqueira espanhola no Mediterrâneo. Acredita-se que mais 4.000 morrem por serem devolvidas ao mar com os anzóis ainda presos em suas gargantas.
Voluntários da Sea Shepherd contabilizaram dezenas de carcaças de tartarugas ao longo do litoral do Pacífico na América Central. Quando examinadas, todas as tartarugas mortas foram achadas com anzóis na garganta.
Segundo relatórios da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO, são mortas 40.000 tartarugas marinhas anualmente no mundo pela prática de espinhel.
A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), a maior do mundo, poderá ser extinta dentro de algumas décadas em função das atuais práticas pesqueiras. Essa é a conclusão de investigadores marinhos na reunião de 2002 da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Denver. “Fizemos análises específicas em praias de onde temos muitos dados, e acreditamos que elas desapareçam entre 10 e 30 anos”, disse Larry Crowder, da Universidade de Duque, Carolina do Norte.
O que os espinhéis estão fazendo aos tubarões?
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Os espinhéis são um dos fatores mais significantes na diminuição das populaçõesde tubarão nos oceanos. O objetivo é capturar tubarões, atum e peixes-espada (Xiphias gladius). Reforçando, os tubarões são mortos principalmente pelas suas barbatanas, que representam apenas 4% do peso de seu corpo.
Se não forem protegidas, a maioria das espécies de tubarões estarão extintas dentro de uma década.
150 milhões de tubarões são mortos todos os anos, tanto pela pesca de espinhel, por ‘esporte’, quanto pela prática atroz conhecida como finning. Todas essas crueldades já dizimaram um número inacreditável: mais de 90% da população de grandes tubarões do mundo foi exterminada, porque essa brutalidade é mais rápida que sua capacidade de reprodução. No Brasil, a situação é alarmante: 43% das espécies de tubarão estão ameaçadas de extinção.
Os tubarões contam com mais de 400 milhões de anos de história no planeta Terra. Sua morfologia é tão perfeita que pouco se modificou durante este período, e por isso são considerados os principais predadores marinhos, com importância vital ao ecossistema dos oceanos.
A luta pela vida desses animais representa dois importantes aspectos, primeiro pelo respeito de se preservar uma espécie tão importante ao planeta, segundo pelo desequilibrio ambiental que compromete a própria sobrevivência da humanidade.
E não para por aí:
  • Barbatanas de tubarão servem para preparar uma sopa sem gosto para a elite emergente asiática.
  • Dentes de tubarão são usados em bijouterias.
  • Mandíbulas de tubarão viram souvenirs.
  • Pele de tubarão transforma-se em carteiras e cintos.
  • Cartilagem de tubarão é matéria-prima de cápsulas para ‘curas milagrosas’.
  • Óleo de fígado de tubarão vira cosméticos.
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Fonte: http://seashepherd.org.br/tubaroes/