GreenPeace

sábado, 28 de março de 2015

O verdadeiro pulmão do planeta

Prefácio

Oi Gente.Quem convive comigo sabe do grande amor que tenho por esta natureza que Deus fez. Em especial o oceano, mar, tanto que início o curso de oceanografia. Pois bem muitos falam, escrevem, sobre o pulmão do mundo que seria a amazônia, as árvores. É claro que o verde, as árvores as florestas  tem sua(s) funções na proteção do meio ambiente, no bem estar dos seres humanos, no resfriamento do globo terrestre,  também sou admirador e defensor das nossas florestas, sou totalmente contra o desmatamento. Mas quero te dizer uma coisa o grande pulmão e produtor de oxigênio para o planeta chama-se OCEANO. Leia abaixo com atenção:



       
   

O verdadeiro pulmão do planeta são os oceanos



De onde vem a maior parte do oxigênio que respiramos, das árvores ou das algas marinhas?
Das algas. “Se somarmos o oxigênio produzido pela fotossíntese de toda a população de algas de todos os oceanos, teremos mais gás do que aquele produzido pelas florestas”, garante a oceanógrafa Elizabete de Santis Braga, da Universidade de São Paulo. O oxigênio produzido pelas algas passa para o ar porque, quando há gás demais na água, ele extravasa para a atmosfera. Portanto o grande pulmão do mundo são os oceanos e não a Amazônia.
Não dá para comparar o oxigênio produzido por 1 metro quadrado de qualquer floresta com 1 metro quadrado genérico de algas. Boa parte das plantas é microscópica e tudo depende do grau de transparência das águas, que determina o quanto de luz penetra. É possível, entretanto, fazer comparações específicas, como 1 metro quadrado de floresta tropical úmida e 1 metro quadrado de algas Caulerpa taxifolia, abundantes no Mar Mediterrâneo. 

O gás que vem do líquido


As algas são capazes de produzir mais oxigênio que as árvores.
Enquanto 1 quilômetro quadrado de floresta equatorial produziria isto de oxigênio...

...O mesmo espaço de algas verdes fabricaria dez vezes mais.

A Amazônia não é o pulmão do mundo




São as algas marinhas que fornecem a maior parte do oxigênio de que planeta precisa. Florestas como a Amazônica consomem tudo ou quase tudo aquilo que produzem





Pulmão do mundo. No que você pensa ao ouvir essa expressão? Ora, só dá para imaginar que a Amazônia é a maior produtora mundial do oxigênio que mantém a Terra viva! Acontece que essa história de "pulmão do mundo" é uma enorme bobagem. Na verdade, são as algas marinhas que fazem a maior parte desse trabalho - elas jogam na atmosfera quase 55% de todo o oxigênio produzido no planeta. E mais: florestas como a Amazônia, segundo os cientistas, são ambientes em clímax ecológico. Isso quer dizer que elas consomem todo - ou quase todo - o oxigênio que produzem. 

As estimativas variam, mas todas indicam que a parcela de oxigênio excedente fornecida pela Amazônia para o mundo é bem pequena. Talvez ela nem exista! É que, além de produzir oxigênio na fotossíntese (enquanto sequestram gás carbônico da atmosfera e o transformam em matéria-prima para galhos e folhas), as árvores também respiram - consumindo oxigênio e liberando gás carbônico. No fim, a relação produção/consumo tende a ficar no empate. 

Isso não significa, contudo, que derrubar a floresta teria impacto zero sobre o clima do planeta. Ao contrário: quando não alimentam a indústria legal ou ilegal de madeira, árvores derrubadas se decompõem, liberando gás carbônico e agravando o problema do aquecimento global. Além disso, já se sabe que, de várias maneiras, a Amazônia produz sua própria chuva e influencia o regime pluviométrico de outras regiões. Segundo os cientistas, ela lança na atmosfera uma quantidade inimaginável de partículas de origem biológica - de pedacinhos de plantas a fungos e moléculas orgânicas. Levadas pelo vento, essas partículas acabam virando núcleos de condensação de nuvens (em torno dos quais o vapor d’água se transforma em gotículas ou cristais de gelo). É por isso, entre outros fatores, que as chuvas são tão abundantes na Amazônia. Quanto mais o desmatamento avança, mais elas tendem a rarear - colocando em risco o delicado equilíbrio da floresta.


Produção de oxigênio no mundo 
Algas marinhas - 54,7% 

Bosques e florestas - 24,9% 

Estepes, campos e pastos - 9,1% 

Áreas cultivadas - 8,0% 

Algas de água doce - 0,3%

O que é o fitoplâncton?


O fitoplâncton (fito = planta, plâncton = vaguear). São algas constituídas por uma única célula e que vivem nas águas oceânicas de superfície. A maior parte destas células encontram-se à deriva nas águas dos oceanos, mas algumas podem deslocar-se um pouco sozinhas. O fitoplâncton é autótrofo, ou seja, é capaz de produzir seu próprio alimento através da fotossíntese, na qual a clorofila é o pigmento primordial. Para isso, utiliza a luz solar, o dióxido de carbono (CO2) e a água para produzir a matéria que consome ou que serve para se auto-construir: a fotossíntese.
O fitoplâncton marinho é o verdadeiro pulmão do mundo (e não a Amazônia), liberando para a atmosfera a maior parte do oxigênio ali encontrado. Essa é uma função essencial para a manutenção da vida na Terra.

A despeito desse fato, as florestas são muito importantes por serem o hábitat de várias espécies e por serem fundamentais na captura do CO2 proveniente da queima dos combustíveis fósseis. 

As florestas fornecem importantes produtos que são utilizados das mais diversas maneiras pelo homem como por exemplo a madeira, a celulose e os fruto além disso possuem  importante papel na refrigeração do planeta devido a grande evaporação que ocorre neste ecossistema. Isso evita que ainda mais poluentes permaneçam na atmosfera e aumentem o efeito estufa. 
Em breve falaremos mais!
Marcelo Paolini




terça-feira, 24 de março de 2015

Fundação divulga qualidade da água em 111 rios do país

Fundação divulga qualidade da água em 111 rios do país 


Um levantamento com a medição da qualidade da água em 111 rios, córregos e lagos de 5 estados brasileiros e o Distrito Federal – o mais amplo até hoje coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica – revela que 23,3% apresentam qualidade ruim ou péssima. Os dados, divulgados na semana em que se celebra o Dia da Água (22 de março), foram coletados entre março de 2014 e fevereiro de 2015, em 301 pontos de coleta distribuídos em 45 municípios.  A análise inclui o monitoramento realizado em 25 rios da cidade de São Paulo e 12 da cidade do Rio de Janeiro. A situação é preocupante, visto que a poluição diminui ainda mais a oferta de água para consumo da população.
A lista completa de rios e pontos avaliados está disponível no link http://bit.ly/Agua2015. Dos resultados medidos, 186 pontos (61,8%) apresentaram qualidade da água considerada regular, 65 (21,6%) foram classificados como ruins e 5 (1,7%) apresentaram situação péssima. Apenas 45 (15%) dos rios e mananciais mostraram boa qualidade – aqueles localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.
No Estado de São Paulo, dos 117 pontos monitorados, 5 (4,3%) registraram qualidade de água boa; 61 (52,1%) foram avaliados com qualidade regular, enquanto que 46 (39,3%) estão em situação ruim e 5 (4,3%) péssima. Já entre os 175 pontos analisados nos municípios do Rio de Janeiro, 39 apresentaram água boa (22,3%), a maioria (120 pontos) está em situação regular (68,6%), e 16 tiveram índice ruim (9,1%).
Na cidade do Rio de Janeiro, os indicadores aferidos revelam uma piora na qualidade da água. Dos 15 pontos em que a coleta foi realizada na área urbana, somente 5 (33,3%) apresentaram qualidade regular e os outros 10 pontos (66,7%) registraram qualidade ruim. Em 2014, 9 pontos tinham qualidade regular (60%) e 6 ruim (40%). Nenhum dos pontos analisados apresentou qualidade boa ou ótima.
“Esses indicadores revelam a precária condição ambiental dos rios urbanos monitorados e, somados aos impactos da seca, reforçam a necessidade urgente de investimentos em saneamento básico. A falta da água na região sudeste é agravada pela indisponibilidade decorrente da poluição e não apenas da falta de chuvas. Rios enquadrados nos índices ruim e péssimo não podem ser utilizados para abastecimento humano e produção de alimentos, diminuindo bastante a oferta de água”, alerta Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.
Outros quatros estados tiveram rios e córregos analisados neste levantamento. Em Minas Gerais, o rio Jequitinhonha, na altura do município de Almenara, apresentou situação regular. Já o rio Mutum, na cidade de Mutum, e o córrego São José, em Bicas, estão em situação ruim. No Rio Grande do Sul, foram analisados a Lagoa do Peixe (qualidade boa), Rio Tramandaí (regular) e Lago Guaíba, na altura da Barra do Ribeiro (ruim). Em Brasília, a análise de dois pontos do Córrego do Urubu apresentou qualidade regular. Já em Santa Catarina, o Rio Mãe Luiza, na cidade de Forquilhinha, está em situação regular.
Comparativo 2014-2015
Na comparação com os pontos coletados no levantamento anterior, realizado pela SOS Mata Atlântica no período de março de 2013 a fevereiro de 2014, a cidade do Rio de Janeiro (veja abaixo), que teve 15 pontos analisados no último levantamento, apresentou aumento de amostras com qualidade ruim, de 40% para 66,7%. São Paulo, por outro lado, reduziu de 74,9% para 44,3% o número de pontos de coleta com qualidade ruim ou péssima, apresentando alta de 25% para 55,4% as amostras com qualidade regular ou boa.

Resultados – Cidade do RJ
IQA 2014
IQA 2015
ÓTIMA
0
0,0%
0
0,0%
BOA
0
0,0%
0
0,0%
REGULAR
9
60,0%
5
33,3%
RUIM
6
40,0%
10
66,7%
PÉSSIMA
0
0,0%
0
0,0%
TOTAL
15
100%
15
100%

Resultados – Cidade de SP
IQA 2014
IQA 2015
ÓTIMA
0
0,0%
0
0,0%
BOA
0
0,0%
1
2,7%
REGULAR
9
25,0%
19
52,7%
RUIM
23
63,8%
15
41,6%
PÉSSIMA
4
11,1%
1
2,7%
TOTAL
36
100%
36
100%

Segundo Malu Ribeiro, a seca em São Paulo diminui o escoamento de poluentes para os rios, refletindo na redução de pontos de coleta com qualidade ruim ou péssima: “A falta de chuvas na capital paulista teve um impacto positivo na qualidade da água dos córregos e rios urbanos que não receberam a chamada poluição difusa, responsável por cerca de 40% dos poluentes que contaminam os corpos hídricos após as chuvas que lavam as cidades. Com a seca, os pontos monitorados deixaram de receber resíduos sólidos ou lixo, sedimentos com solos contaminados, foligem de veículos e materiais particulados. Embora o volume de água tenha diminuído nesses rios durante os meses prolongados de seca, a coleta e o tratamento de esgotos nessas microbacias de São Paulo contribuíram para que a condição de qualidade da água passasse a ser melhor”.
Nos rios da capital carioca ocorreu o processo inverso, “devido à falta de investimentos em saneamento básico e ao aumento de resíduos sólidos descartados nas margens de rios e de esgotos, que se concentraram nos pontos de coleta dos rios com baixa vazão”, explicou Malu. Segundo a coordenadora, as altas temperaturas na região também favoreceram a formação de algas que consomem o oxigênio da água, provocando aumento no odor e a rápida perda da qualidade, com agravamento da poluição.
Os municípios do Estado de São Paulo também tiveram melhora na qualidade dos rios analisados. Entre os 53 pontos de coleta em rios paulistas que foram analisados nos dois estudos, o percentual de amostras com qualidade regular subiu de 30,2% para 50,9% (veja abaixo).

Resultados – Estado de SP
2014
2015
QUALIDADE
PONTOS
PORCENTAGEM
PONTOS
PORCENTAGEM
ÓTIMA
0
0,0%
0
0,0%
BOA
2
3,8%
5
4,3%
REGULAR
16
30,2%
61
52,1%
RUIM
31
58,5%
46
39,3%
PÉSSIMA
4
7,5%
5
4,3%
TOTAL
53
100%
53
100%

Malu Ribeiro esclarece que, dependendo da qualidade da água, os rios podem ser melhor aproveitados pela população: “os rios em São Paulo que registraram indicadores na faixa regular poderão ter o seu enquadramento, com base na legislação que trata da qualidade da água, fixado em rios de classe 3 e 2, cujas águas podem ser utilizadas para usos múltiplos. É isso que a sociedade espera conseguir conquistar para os rios urbanos: águas saudáveis. Isso ocorreu onde as populações se engajaram na conservação de pequenas faixas ciliares ou áreas verdes, no cuidado com a destinação correta de resíduos sólidos e na cobrança sistemática da coleta e tratamento de esgotos.”
Para a Fundação SOS Mata Atlântica, para enfrentar a crise da água e melhorar a qualidade de vida nas cidades é essencial recuperar os rios urbanos com investimentos e avanços nos índices de tratamento de esgoto, gestão dos resíduos sólidos e recuperação das áreas de preservação permanente. Um exemplo foi encontrado no monitoramento realizado: “o indicador mais surpreendente foi registrado junto a uma nascente no bairro da Pompéia, em São Paulo, que melhorou a qualidade da água para boa após a comunidade ter promovido a recuperação do seu entorno” finaliza Malu.
Metodologia
A coleta para o levantamento, que têm como base a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é realizada por meio de um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da SOS Mata Atlântica, que possibilita uma metodologia para avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, o PH e aspecto visual. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).
Participe – ajude a analisar a água de sua cidade
A coleta em rios, córregos e lagos dos estados com Mata Atlântica é feita por grupos de monitoramento que recebem capacitação e material da Fundação SOS Mata Atlântica, realizam a análise e devolvem os dados para a Fundação.  A iniciativa é aberta à população em geral, que pode participar dos grupos de monitoramento já existentes ou ajudar a criar novos grupos para monitorar rios próximos a escolas, igrejas e outros centros comunitários. Os grupos fazem a medição uma vez por mês e enviam os resultados pela internet. Interessados em participar devem escrever parainfo@sosma.org.br.
Apoie esta iniciativa e outros projetos da Fundação
Os projetos da SOS Mata Atlântica contam com o apoio de empresas e pessoas espalhadas por todo o país para serem realizados. Você também pode ajudar. Faça uma doação ou seja um filiado!

http://www.sosma.org.br/102095/fundacao-divulga-qualidade-da-agua-em-111-rios-pais/

Marcelo Paolini