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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Plânctons: Os maiores produtores de oxigênio da terra


Plânctons: Os maiores produtores de oxigênio da terra




Diariamente uma grande quantidade de CO2 é lançada na atmosfera, por isso para amenizar a poluição causada pelas atividades humanas, as plantas têm desenvolvido um importante papel na captura de gás carbônico e produção de oxigênio, por meio da fotossíntese. A atividade de absorção de CO2, energia luminosa, água e liberação de oxigênio, tanto das árvores quanto das algas, pode ser considerada um dos processos biológicos mais importantes do planeta.
As áreas florestais, assim como algumas espécies de algas, são de extrema relevância para purificação do ar, mas parte do O2 que é produzido pelas árvores é também consumido pelas próprias, por meio da respiração. Porém, algumas espécies de algas fabricam muito mais oxigênio do que precisam e desta forma as algas são, juntamente com as árvores, importantes contribuintes para amenizar a quantidade de CO2 emitido por ações poluidoras. Além disso, as algas podem ter grande importância para produção de O2 porque ocupam uma área maior que a das árvores. “Afinal, 70% do planeta é coberto de água e todos os oceanos são habitados por algas microscópicas produtoras de oxigênio”, diz a bióloga, Estela Maria Plastino, da Universidade de São Paulo (USP).








De acordo com o professor da Universidade Estadual de Londrina, Dr. Francisco Striquer Soares, é muito difícil afirmar que as algas são maiores produtoras de O2, a produção depende da espécie da alga, mas alguns fatores podem ser levados em consideração. Um dos pontos que podem contribuir com a maior produção de O2 pelas algas é que elas estão presentes em rios, oceanos e represas, alcançando assim maior extensão territorial.
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Outro ponto mencionado pelo professor que favorece as algas, é que, para produção de O2, as algas precisam de energia luminosa, fundamental para a fotossíntese. “Em florestas, como as que situam na região da Amazônia, onde se concentram uma quantidade expressiva de árvores de grande porte, com alto potencial para produção de O2, a energia solar, necessária para produção de O2, pode chegar numa camada de penetração de até 30 metros”, explica.
Por outro lado, a energia solar em rios e oceanos, além de alcançar grande extensão territorial pode chegar até 100 metros ou mais , alcançando assim uma profundidade maior do que nas florestas, o que destaca as algas em sua produção de oxigênio.
Os fatores apontados pelo professor fazem parte de estudos recentes, porém o que se já sabe é que a ameaça de extinção de algumas espécies de algas já é afirmada por alguns estudiosos. “Elas podem estar em ameaça de extinção se considerar que o aquecimento global afeta a temperatura das águas. Cada alga, de acordo com sua espécie precisa de uma determinada temperatura para as etapas do ciclo de vida, incluindo a reprodução, quando há mudanças significativas no tempo, compromete a proliferação dessas algas, consequentemente a produção de O2”, destaca.
Porém, grande importância existe em preservar as florestas, principalmente a da Amazônia. “Mais estudos devem ser direcionados aos microorganismos, porém o ser humano é um animal terrestre, devemos nos preocupar em cuidar ainda mais do ambiente onde estamos inseridos”, conclui Soares.
Fábricas de ar:
Só as algas marinhas produzem mais da metade do gás vital
Origem – Algas (total) % Produzida – 55%
Origem – Bosques e florestas % Produzida – 24,9%
Origem – Estepes, campos e pastos % Produzida – 9,1%
Origem – Áreas cultivadas % Produzida – 8,0%
Origem – Regiões desérticas % Produzida – 3,0%
Origem – Árvores (total) % Produzida – 45%
Origem – Algas marinhas % Produzida – 54,7%
Origem – Algas de água doce % Produzida – 0,3%

Fonte:  IBFLORESTAS
Marcelo Paolini

Veja mais aqui http://climatologiageografica.com/planctons-os-maiores-produtores-de-oxigenio-da-terra/#ixzz3ap75GgRK







sábado, 9 de maio de 2015

O que é o Protocolo de Quioto

O que é o Protocolo de Quioto 


Muita gente fala sobre ele, porém poucas pessoas sabem realmente o que é!

 o-q-e-o-protocolo-de-quiotoPlenário da COP18, em Doha, Qatar. A emenda ao Protocolo de Quioto prorrogou o tratado até o ano 2020. Foto: IISD
Protocolo de Quioto é um um tratado internacional em que os países signatários se comprometeram a reduzir as suas respectivas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Um acordo derivado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCC), ele foi negociado e adotado pelas partes em Quioto, no Japão, em 11 de dezembro de 1997 e entrou em vigor em 16 de Fevereiro de 2005, quando atingiu a meta de 50% de ratificações dentre os 84 signatários originais. O Protocolo tem por base as premissas comprovadas pela ciência de que o aquecimento global é fato real e que ele é causado pela ação humana.
O protocolo propõe um calendário pelo qual os participantes devem reduzir as emissões globais em, pelo menos, 5,2% abaixo dos níveis registrados em 1990, no período entre 2008 e 2012. Embora a meta de redução seja coletiva, foram atribuídas a cada país metas individuais mais altas ou mais baixas. Além disso, houve permissão para que alguns países considerados em desenvolvimento a época aumentassem suas emissões. Isto porque o tratado é baseado no princípio de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas": a obrigação de reduzir as emissões atuais em países desenvolvidos é maior uma vez que são historicamente responsáveis pelas concentrações atuais de gases de efeito estufa na atmosfera.
Aliás, este é um dos pontos que tornam o acordo controverso. As metas nacionais variam de 8% de redução para a União Europeia, 7% para os EUA, de 6% para o Japão, 0% para a Rússia, e permitiram aumentos de 8% para a Austrália e 10% para a Islândia. Países em desenvolvimento, incluindo China e Índia, não foram obrigados a reduzir as emissões. Os Estados Unidos e Canada negaram-se a ratificar o Protocolo de Quioto, sob a alegação de que os compromissos acordados seriam negativos para as suas economias.
Atualmente, dos 196 países-membros da UNFCC, 192 ratificaram o Protocolo de Quioto. Enquanto que quase todos os países do mundo (os 196 membros da UNFCC) tenham assinado o Protocolo, a assinatura é apenas um gesto simbólico de apoio. É a ratificação que carrega obrigações legais e torna o tratado num acordo contratual eficaz entre os participantes.
O objetivo final da UNFCCC através do Protocolo de Quioto é a "estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera a um nível que iria parar de interferência antropogênica perigosa com o sistema climático." No chamado primeiro período de compromisso (2008-2012), as limitação de emissões não foram suficientes. Pelo contrário, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera aumentam, sem nenhum sinal de desaceleração. As temperaturas globais continuam a aumentar.
Como não foi alcançada, a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera exige novas ações. O Protocolo de Quioto teria sido encerrado em 31 de dezembro de 2012 mas, durante a COP-18 teve sua duração estendida. Realizada em Doha, Qatar, em 8 de dezembro de 2012, foi adotada uma emenda ao Protocolo em que os membros concordaram que segundo período de compromisso se estenderá de 2013 a 2020.
Neste período, as partes se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 18% abaixo dos níveis de 1990. no período de oito anos a partir de 2013 e 2020. A composição dos países-membros, no entanto, não é a mesma: até fevereiro de 2015, apenas 25 países ratificaram o documento.

Marcelo Paolini